Heroína da independência, nasceu em Salvador. É considerada a primeira mártir brasileira, sacrificou a própria vida na defesa da clausura do convento da Lapa contra o exército português. De família abastada, aos 20 anos optou pela vida monástica (1782), entrou para o noviciado e tornou-se franciscana do ramo das Clarissas. Após o noviciado foi irmã, escrivã, vigária e abadessa do convento da Lapa. Com a revolta dos soldados brasileiros contra a nomeação no início do ano de 1822 do brigadeiro português Madeira de Melo para comandante das armas da província, soldados portugueses, sob o pretexto de haver patriotas escondidos no convento, derrubaram a porta a golpes de machado.
Já abadessa do Convento, enfrentou os soldados lusitanos e teve o peito trespassado de baionetas. Esvaindo-se em sangue foi levada para um sofá de palhinha, que ainda pode ser visto, e faleceu pouco depois, tornando-se, assim, a primeira mártir da grande luta que continuaria, até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte.
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