segunda-feira, 30 de junho de 2014

Maria Quitéria

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Filha de um sitiante da região de Cachoeira, Maria Quitéria de Jesus Medeiros ficou órfã de mãe aos 10 anos, passando a cuidar da casa e de seus dois irmãos mais novos. Com eles aprendeu a montar e a usar armas. Em 1822, pediu ao seu pai para se alistar no Exército brasileiro, mas não obteve. Fugiu, então, para casa de sua irmã Tereza e de seu cunhado, José Cordeiro de Medeiros e vestida com roupas de homem e com os cabelos cortados, alistou-se como soldado Medeiros.
Passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Príncipe, também chamado de Batalhão dos Periquitos, por causa da gola e dos punhos verdes do uniforme. Duas semanas depois, Quitéria foi descoberta por seu pai, mas impedida de deixar o exército pelo major Silva e Castro, que lhe reconheceu grandes qualidades militares.
Combateu na foz do Rio Paraguaçu, onde demonstrou heroísmo. Participou também dos combates na Pituba e em Itapuã, sendo sempre destacada por sua coragem. Com o fim da campanha na Bahia, foi ao Rio de Janeiro, onde recebeu das mãos do imperador D. Pedro 1º. a condecoração de "Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro",em reconhecimento por sua bravura. Voltando a Bahia, levou também uma carta do Imperador a seu pai, pedindo que a perdoasse por sua desobediência. Casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição.
Mudou-se depois com a filha para Salvador, onde morreu quase cega, em total anonimato. Maria Quitéria foi a primeira mulher, no Brasil, a sentar praça num acampamento militar. Em 1953, cem anos depois de sua morte, o governo brasileiro ordenou que "em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército fosse inaugurado o retrato da insigne patriota".

domingo, 29 de junho de 2014

Lampião e Maria Bonita

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Como todas as lendas que tendem a se torna maiores que os fatos, a de Lampião e sua saga pelo nordeste brasileiro contem todos os elementos de aventura, romance, violência, amor e ódio das grandes histórias da humanidade. Virgulino Ferreira da Silva, ou simplesmente Lampião, nasceu em 7 de julho de 1897, na pequena fazenda dos seus pais em Vila Bela, atual município de Serra Talhada, em Pernambuco. Era o terceiro filho de uma família de oito irmãos. Desde criança, mostrou ser excelente vaqueiro. Mas um conflito com vizinho e jogou na clandestinidade após o assassinato de seus pais.
Lampião foi o maior cangaceiro – nome dado aos foras-da-lei, que viviam de forma organizada, no final do século XIX e início do século XX, na região do nordeste brasileiro – de todos os tempos. Existem duas versões para o seu apelido. Dizem que, ao matar uma pessoa, o cano de seu rifle, em brasa, lembrava a luz de um lampião. Outros garantem que ele iluminou um ambiente com tiros para que um companheiro achasse um cigarro perdido no escuro.
Percorreu sete estados da região nordeste durante as décadas de 1920 a 1930, levando sangue, morte e medo à população do sertão. Causou grandes transtornos à economia do inteior e sua história é um misto de verdades mentiras. No início da década de 30, mais de 4 mil soldados estavam em seu encalço, em vários estados. Seu grupo contava então com 50 elementos entre homens e mulheres. Comparado a Robin Hood, Lampião roubava de comerciantes e fazendeiros, sempre distribuindo parte do dinheiro com os mais pobres. No entanto, seus atos de crueldade lhe valeram a alcunha de Rei do Cangaço. Para matar os inimigos, enfiava longos punhais entre a clavícula e o pescoço.
Seu bando seqüestrava crianças, botava fogo nas fazendas, exterminava rebanhos de gado, estuprava coletivamente, torturava, marcava o rosto de mulheres com ferro quente. Antes de fuzilar um de seus próprios homens, obrigou-o a comer um quilo de sal. Assassinou um prisioneiro na frente da mulher, que implorava perdão. Lampião arrancou olhos, cortou orelhas e línguas, sem a menor piedade. Perseguido, viu três de seus irmãos morrerem em combate e foi ferido seis vezes. Em 1929, conheceu Maria Déa, a Maria Bonita, a linda mulher de um sapateiro chamado José Neném. Ela tinha 19 anos e se disse apaixonada pelo cangaceiro há muito tempo. Pediu para acompanhá-lo. Lampião concordou. Ela enrolou seu colchão e acenou um adeus para o incrédulo marido. Grande estrategista militar, Lampião sempre saía vencedor nas lutas com a polícia, pois atacava sempre de surpresa e fugia para esconderijos no meio da caatinga, onde acampavam por vários dias até o próximo ataque.
Tornou-se amigo de coronéis e grandes fazendeiros que lhe forneciam abrigo apoio material. O governo baiano ofereceu 50 contos de réis pela captura de Lampião em 1930. Era dinheiro suficiente para comprar seis carros de luxo. Lampião morreu no dia 28 de julho de 1938, na Fazenda Angico, em Sergipe. Os trinta homens e cinco mulheres estavam começando a se levantar, quando foram vítimas de uma emboscada de uma tropa de 48 policiais de Alagoas, comandada pelo tenente João Bezerra.
O combate durou somente 10 minutos. Os policiais tinham a vantagem de quatro metralhadoras Hotkiss. Lampião, Maria Bonita e nove cangaceiros foram mortos e tiveram suas cabeças cortadas. Maria foi degolada viva. Os outros conseguiram escapar. Mas o cangaço terminou em 1940, com a morte de Corisco, o Diabo Loiro, o último sobrevivente do grupo comandando por Lampião. Lampião é odiado e idolatrado com igual intensidade, estando sua imagem viva no imaginário popular mesmo após 60 anos de sua morte. Sua influência nas artes – música, pintura, literatura e cinema – é impressionante.

sábado, 28 de junho de 2014

Joana Angélica

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Heroína da independência, nasceu em Salvador. É considerada a primeira mártir brasileira, sacrificou a própria vida na defesa da clausura do convento da Lapa contra o exército português. De família abastada, aos 20 anos optou pela vida monástica (1782), entrou para o noviciado e tornou-se franciscana do ramo das Clarissas. Após o noviciado foi irmã, escrivã, vigária e abadessa do convento da Lapa. Com a revolta dos soldados brasileiros contra a nomeação no início do ano de 1822 do brigadeiro português Madeira de Melo para comandante das armas da província, soldados portugueses, sob o pretexto de haver patriotas escondidos no convento, derrubaram a porta a golpes de machado.
Já abadessa do Convento, enfrentou os soldados lusitanos e teve o peito trespassado de baionetas. Esvaindo-se em sangue foi levada para um sofá de palhinha, que ainda pode ser visto, e faleceu pouco depois, tornando-se, assim, a primeira mártir da grande luta que continuaria, até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cuíca de Santo Amaro

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Um cronista do cotidiano, mistura de trovador e repórter, infernizou a vida de Salvador dos anos 40 aos 60. Batizado de José Gomes foi com a alcunha de Cuíca de Santo Amaro que se celebrizou como um dos personagens mais importantes da história recente da cultura baiana. Seus versos virulentos assustavam poderosos e gente comum, e não havia segredo guardado a sete chaves que escapasse do seu faro para escândalos, que tornava público na cidade através de cordéis. Estes foram, ao longo da vida, o seu ganha-pão, venal para uns, genial para outros, uma coisa, porém, ninguém nega: este personagem do século passado mantém uma atualidade singular, que não se insere em nenhum rótulo.
Com muita ironia Cuíca de Santo Amaro transformava fatos “sigilosos” em cordéis berrados nas ruas, oferecendo à população noticias que os jornais não publicavam. Para quem passava pelo Elevador Lacerda, Mercado Modelo ou pela Estação da Leste, entre as décadas de 1940 e 60, a cena era comum. Uma roda de pessoas com olhar atento, soltando gargalhadas. Umas davam sorrisinhos sem graça, outras passavam direto, apressadas, quase tapando os ouvidos. O grupo estava reunido para escutar as novas histórias do poeta-repórter mais famoso da cidade. Eram casos que falavam sobre quase tudo o que acontecia nas ruas, becos e até mesmo dentro das casas da província da Bahia e também nas cidades do interior do estado. Ele transformava em versos acontecimentos do Brasil e do mundo. Tudo com muita ironia e língua afiada. Amado por uns, odiado por outros, tinha uma predileção especial pelo que era mantido em sigilo, um faro aguçado para descobrir o que estava escondido. Registrando como José Gomes, foi como o nome de Cuíca de Santo Amaro que se celebrizou.
Ouvir seu nome era sinal de temor para muita gente, afinal ninguém sabia o estava por vir quando Cuíca de Santo Amaro desfilava pelas principais ruas de Salvador vestido com seu fraque bem passado, flor na lapela e chapéu-coco, declamando seus versos de poeta trovador. Trazia debaixo do braço mais uma edição de suas revistas de cordel e gritava com voz rouquenha o último escândalo ocorrido na chamada sociedade, para o delírio da platéia – geralmente tão pobre quanto ele – e desespero da família atingida.
O repórter baiano Odorico Tavares escreveu um artigo na revista O Cruzeiro, em 26 de outubro de 1946, sobre Cuíca. “O seu forte era o comentário sobre fatos do dia, o cotidiano baiano que explorava com crueldade sem limites. Ai de quem caísse no seu desagrado: em dois tempos, contava a sua historia em versos, imprimia, arranjava do Sinésio (Sinésio Alves, ilustrador de capas de folhetos do cordel baiano da época e colega de travessuras do Cuíca) o desenho adequado para as capas e largava brasa. Um inferno para as suas vitimas, um gozo para o público que cercava e o ouvia, às gargalhadas”.
Não é à toa que ainda hoje é considerado por alguns estudiosos uma espécie de Gregório de Matos sem gramática. Apesar de não ter estudado e não estar entre os melhores verificadores da literatura de cordel, Cuíca era a síntese do trovador-repórter popular. Forneceu um relato picante e interessante do seu tempo, um retrato folclórico-popular da vida baiana, através de centenas de folhetos, impressos semanalmente durante 25 anos. Para perceber a importância e o destaque que um cordelista podia ter naquele tempo é preciso perceber que o contexto era outro. Quando Cuíca começou a trabalhar como repórter autônomo, Salvador era uma cidade que tinha poucos, mas influentes jornais dominado por grupos políticos. Isso numa época em que não existia televisão e eram escassas as emissoras de rádio, como explicou em entrevista ao jornal Correio da Bahia, o jornalista, pesquisador e conselheiro do tribunal de Contas dos Municípios, Paolo Marconi, no livro Cuíca de Santo Amaro – O último Boca do Inferno. “Optando por disputar o mercado em faixa própria, (Cuíca) lançava mão de assuntos geralmente não explorados pele imprensa tradicional, que preferia ficar ao largo, porque feriam a moral e os bons costumes vigentes, seus interesses políticos, econômicos e de classe. Espelhando-se na imprensa de seu tempo, ele não media conseqüências ao escrever e vender seus versos”, lembra Marconi.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Coronel Horácio de Matos

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O coronel mais famoso da Chapada Diamantina herdou do tio, Clementino Matos, o poder e as rixas que guiariam suas atitudes até o fim da vida. O início de sua carreira foi pacífico: Horácio fez uma peregrinação pelas cidades e fazendas com a intenção de propor trégua nas brigas políticas. Entretanto, comunicado do assassinato de seu irmão Vítor por jagunços rivais, Horácio mobiliza suas influências para que os assassinos abrigados no município de Campestre, sob proteção do chefe local Manuel Fabrício, fossem julgados de acordo com a lei. Com a demora de meses para a resolução do caso, Horácio decide cercar a fazenda e vence o rival pela insistência.
A vitória seguinte foi contra o coronel Militão Rodrigues Coelho, que vinha conquistando novas terras na região. Os grupos lutaram por cinco meses, resultando em 400 mortos e mais poder regional para Horácio. A influência política em Lençóis foi obtida de forma bem menos violenta: Aureliano Sá, um pacifista, que não teria chances num confronto, optou por retirar a família das disputas e ceder o comando ao coronel Horácio de Matos.
O aumento de seu poder e das regiões sob seu domínio lhe renderam os títulos de Delegado Regional da Zona Centro-Oeste e Senador Estadual. Em 1926, a pedido do governo federal, foi o responsável pela organização do Batalhão Patriótico das Lavras Diamantina, um exército de jagunços e militares que combateu a Coluna Prestes durante sua tumultuada passagem pela Bahia. Após a vitória, Horácio é operado de apendicite às pressas no Rio de Janeiro e, de volta à Chapada, é recebido como herói nas terras que comandava. Com a Chapada mergulhada numa crise econômica e social que as batalhas haviam ajudado a acentuar, Horácio de Matos é nomeado Intendente de Lençóis. Constrói estradas, escolas, calçamentos, rede elétrica e, para facilitar a circulação de dinheiro na região, chega a emitir papéis coloridos que viraram moeda corrente.
Logo após a revolução de 30, contra a qual chegou a mobilizar seus homens a pedido do governo em crise, Horácio de Matos é preso pelo tenente Hamilton Pompa e levado a Salvador. Não houve resistência, até porque todas as armas dos jagunços haviam sido apreendidas por ordem oficial e a região já estava tomada por soldados. Com uma pressão das elites locais, o coronel acaba conseguindo a liberdade condicional, mas é proibido de sair da capital. Irado com o fato, o tenente Hamilton segue para o Palácio do Rio Branco, disposto a matar o responsável pela liberdade do coronel, e acaba assassinado por um guarda. O clima de rivalidade política resulta na morte de Horácio de Matos, dois dias depois, enquanto passeava com sua filha mais velha, Horacina, no centro da capital baiana.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Corisco e Dadá

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Cristino Gomes da Silva Cleto, conhecido como Corisco, nasceu em 1907, na localidade de Matinha de Água Branca, no Estado de Alagoas. Com o passar dos anos, ficou belo como um galã de cinema: possuía boa estatura, ombros largos, pele alva e cabelos louros e longos. Além desses atributos, ele era dotado de grande força física e de uma coragem extraordinária. Em agosto de 1926, entrou para o bando de Lampião,  recebendo o apelido de Corisco seqüestrou Sérgia Ribeiro da Silva, a Dada, quando ela tinha, apenas, treze anos de idade. À força, colocou-a na sela do seu cavalo e fugiu pela caatinga. Dadá era morena, tinha cabelos pretos e 1,70 m de altura. Quando foi desvirginada brutalmente pelo Diabo Louro, a adolescente sofreu uma hemorragia tão intensa que quase morreu. Com o passar do tempo, porém, Corisco se tornou mais delicado, e o ódio sentido por ela se transformou, primeiro, em simpatia e, depois, em imenso amor.
Da mesma forma que a treinou para o uso de diversos armamentos, Corisco ensinou Dadá a ler, a escrever e a contar. Por sua grande coragem, ela era tão admirada pelos bandidos que certos chefes de bandos ressaltavam: Dadá vale mais do que muito cangaceiro! Com o Diabo Louro, ela teve sete filhos, mas apenas três deles conseguiram sobreviver. De 1921 a 1934, Lampião dividiu seu bando em vários subgrupos, dentre os quais os chefiados por Corisco, Moita Brava, Português, Moreno, Labareda, Baiano, José Sereno e Mariano. Para o rei do cangaço, entretanto, o de Corisco sempre foi o bando mais importante de todos. Além de comparsas, os dois eram, ainda, grandes amigos.
Quando Lampião foi morto, Corisco e Dadá estavam na fazenda Emendada, em Alagoas. Com a morte do chefe do bando, Corisco assumiu o comando do bando. Mas, em 1939, durante um duro combate contra três volantes, na fazenda Lagoa da Serra, em Sergipe, ele foi ferido e nunca mais se recuperou: ficou com a mão direita ficou paralisada e o braço esquerdo atrofiado. A partir desse dia, Dadá se tornou a primeira (e única) mulher no cangaço a utilizar um fuzil. Um ano depois, Corisco dissolveu o bando. Apenas na companhia de Dadá, de Rio Branco e da mulher dele partiu para o sul da Bahia, à procura de um refúgio seguro. Iniciou, então, uma longa jornada pelo sertão. Para evitar ser reconhecido, vestiu-se de vaqueiro, cortou os longos cabelos loiros, aboliu o chapéu e as roupas do cangaço e, com todo o ouro que juntara durante todos aqueles anos, planejou ter uma vida diferente. No dia 5 de maio de 1940, por fim, na região de Brotas de Macaúbas, na Bahia, uma volante cercou o que restou do grupo e Corisco foi atingido na barriga por uma rajada de metralhadora. Ficando com os intestinos à mostra. Naquele mesmo conflito, Dadá foi atingida na perna, mais tarde amputada, mas só faleceu em 1994.
A bravura e a crueldade de Corisco foram celebradas pelo cineasta Glauber Rocha, emDeus e o diabo na terra do sol. Em uma das cenas antológicas, o cangaceiro respondia ao seu perseguidor que se entregaria, somente, em outra vida. Quem conhece os fatos históricos, porém, sabe que, no derradeiro conflito, ao ser atingido mortalmente pelos projéteis, Corisco gritou, apenas: Maior são os poderes de Deus!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Nossos personagens

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Saiba mais sobre grandes personagens da história baiana, como Antônio Conselheiro, Castro Alves, Corisco e Dadá, Coronel Horácio de Matos, Cuíca de Santo Amaro, Joana Angélica, Lampião e Maria Bonita, Maria Quitéria, Padre Antônio Vieira e Ruy Barbosa.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Invasão holandesa

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   Depois de se desligar do domínio espanhol, a Holanda necessitava de colônias ou de produtos das colônias tropicais para sobreviver. A Bahia foi escolhida para a primeira grande invasão. Era então  governador-geral da colônia D. Diogo Mendonça Furtado. Preocupado com o despreparo bélico do Brasil, Mendonça Furtado entrou em choque com a Igreja, que não via necessidade de preocupações militares. Mesmo assim, os holandeses não tiveram muitos problemas para tomar a cidade.
    Em 09 de maio de 1624, a esquadra holandesa, sob o comando de Jacob Willekens, aportou no Farol da Barra. Após alvejar os canhões da Ponta do Padrão, os 3.400 homens que compunham a esquadra holandesa não levaram muito tempo para render o governador-geral, que foi aprisionado na chamada Casa dos Governadores. A permanência dos holandeses em terras baianas, no entanto, foi curta. Em 27 de março de 1625, a esquadra de reforço portuguesa, comandada pelo espanhol D. Fradique de Toledo Osório, chegou a terras baianas. Foram mais de 40 dias de batalha e, em 1º de maio, houve a primeira rendição.
    Outras tentativas de invasão dos holandeses foram registradas na Bahia, mas nenhuma delas foi bem sucedida. A Bahia ficou como o centro da luta pela expulsão dos holandeses, que chegaram a ocupar Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

domingo, 22 de junho de 2014

Independência

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    Os movimentos de insatisfação com a condição de colônia e reino que o Brasil mantinha ao longo de sua história começaram a ser deflagrados em 1817. Mesmo com a brutal repressão ao movimento de Conjuração dos Alfaiates e com a chamada Revolução de 1817, uma nova onda revolucionária surgia em Portugal, e, em 1821, a revolução constitucionalista chegava ao Brasil. Dela resultou a decisão de incluir deputados brasileiros para representar a colônia nas discussões da futura Carta Constitucional. Foram eleitos no dia 03 de setembro de 1821 quatro baianos: José Lino Coutinho, Cipriano Barata, Domingos Borges de Barros e o padre Francisco Agostinho Gomes.
    Ainda assim, as insatisfações com a condição de colônia não sanaram e levaram o príncipe regente D. Pedro a negar obediência à Corte de Lisboa em janeiro de 1822, tornando-se assim ponto de apoio e união para o movimento pela independência. Porém, para controlar e dominar toda a região, o príncipe regente substituiu oficiais brasileiros por portugueses no comando das Armas. Para a Bahia foi designado o brigadeiro Inácio Madeira de Melo. Apontando incorreções no decreto de nomeação do brigadeiro, a Câmara recusou-o, negando-se dar posse ao novo comandante. A partir daí, houve choque entre portugueses e brasileiros. Os soldados lusos tomaram a cidade e praticaram muitos absurdos, como a invasão do Convento da Lapa, ocasião em que assassinaram a madre Joana Angélica, que defendeu a porta da clausura.
    Os baianos não aceitaram a perda da cidade, e começou então um período de intensa guerrilha urbana, culminando com um grande cerco a Salvador, no dia 02 de julho, data em que se comemora a Independência da Bahia.

sábado, 21 de junho de 2014

Império

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    Depois da Independência, uma nova divisão administrativa no Brasil deu à Bahia categoria de província do Império. Passava então a ser governada por um presidente nomeado. Alguns setores da opinião pública, no entanto, não escondiam o desagrado e a decepção que sentiram com o regime monárquico centralizador, instaurado após a Independência. Com isso, muitas manifestações foram registradas, a exemplo da chamada “Mata Maroto”. Ao saber da renúncia de D. Pedro I, a população passou a exigir também a expulsão dos portugueses. Os movimentos federalistas se expandiram e forçaram a adoção do Ato Adicional de 1834, que permitia maior autonomia às províncias. Outra manifestação que indica a instabilidade geral desse período foi a Cemiterada, que constituiu na quase destruição de um cemitério, onde hoje está o Campo Santo.
    Esperava-se que o fim da monarquia só ocorresse após a morte de D. Pedro II, venerado como “sábio e homem bom”. Mas no conjunto de repetidas crises militares, os dois partidos, o Liberal e o Conservador, não conseguiram soluções para os problemas criados com o esfacelamento do sistema escravocrata. Precipita-se, então, o movimento republicano, e de 15 para 16 de novembro de 1889 foi proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil, com total adesão da Bahia.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Descobrimento do Brasil

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   O descobrimento do Brasil foi resultado da expansão colonialista europeia. No ano de 1500, em março, uma esquadra portuguesa comandada pelo fidalgo Pedro Álvares Cabral, viajando para a Índia, desviou-se de sua rota. Seguindo sinais de terra próxima, no entardecer do dia 22 de abril, atingiu um ponto do litoral sul do atual estado da Bahia. Em 24 de abril, as esquadras comandadas por Cabral velejaram à procura de um melhor porto para ancorar seus navios. Encontraram um “muito bom e seguro” no local denominado hoje de Baía Cabrália.
   A primeira missa foi celebrada no dia 26, num domingo, pelo frei Henrique Soares Coimbra, franciscano que ia para a Índia, no ilhéu Coroa Vermelha. No dia seguinte, foi cortada a primeira madeira com que se fez uma cruz para ser celebrada a segunda missa, em 1º de maio. No mesmo dia, Cabral partia para Índia, enquanto outro fidalgo, Gaspar de Lemos, seguia para Lisboa, levando a noticia do descobrimento para o rei de Portugal, Dom Manuel I. Na terra, chamada por Cabral de Vera Cruz, ficaram dois homens para se entender com os nativos.
    Em 1501, os portugueses organizaram uma nova expedição, desta vez de reconhecimento à terra descoberta no ano anterior. Pilotada pelo navegador florentino Américo Vespúcio, a esquadra portuguesa chega em 1º de novembro a um grande golfo, a Baía de Todos-os-Santos. Dessa  viagem,  Vespúcio somente deu noticias pormenorizadas em 1504.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Conjuração dos Alfaiates

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    No fim do século XVIII, a Bahia era um dos principais núcleos coloniais do Brasil, com sua economia voltada para o mercado exterior e toda baseada no trabalho escravo. Os reflexos da vitoriosa Revolução Francesa chegavam à Bahia e os livros de Voltaire, Montesquieu e Rosseau, que estavam proibidos por leis severíssimas, colocavam em evidência as novas ideias de estado republicano e democrático, baseado na maioria da Nação, com respeito às liberdades humanas e princípio de igualdade de todas as pessoas perante a lei.
    Ao redor desses ideais revolucionários formou-se um grupo de baianos que pensava na fundação de uma república representativa, onde os líderes do povo seriam eleitos e sob a qual existiria a igualdade. Esses revolucionários baianos de 1798, como os de Minas Gerais, de 1789, ainda estavam em fase de conversas, quando foram descobertos. Editaram apenas dois boletins. Foram presos e condenados à morte.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Oficializada candidatura de Paulo Souto ao governo da Bahia


Aliados na Bahia, da esquerda para a direita: Paulo Souto (candidato a governador),
Aécio Neves (à Presidência), ACM Neto (prefeito) e
 Geddel Vieira Lima (candidato ao Senado) - 
Divulgação / Orlando Brito


 

Nesta quarta-feira (18),  no Espaço Unique – Av. Tancredo Neves, o Democratas e os partidos coligados, oficializaram os nomes de Paulo Souto, Joaci Góes e Geddel Vieira Lima para a disputa do Governo Estadual e Senado Federal pela Bahia, na Convenção Partidária. No total o DEM já conta com o apoio de 10 partidos para as eleições de 5 de outubro, são eles o PRP, PPS, PT do B, PSDC, PSDB, PMDB, SDD, PTN, PROS e PTC.
Paulo Souto lidera a pesquisa de intenção de votos divulgada no final de maio pelo Ibope.
O levantamento mostra Souto com 42% das intenções de voto, patamar que o coloca como possível vencedor ainda no primeiro turno. A segunda colocada é Lídice da Mata (PSB), com 11%, e o terceiro Rui Costa (PT), com 9%.


Capitanias hereditárias

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A Bahia foi descoberta no período em que o comércio com os portos índicos era bastante compensador para Portugal. Desta forma, o Reino não tinha motivos para dedicar muita atenção a sua nova colônia. Somente depois de atravessar uma grave crise financeira e verificar incursões dos franceses no litoral brasileiro é que os portugueses sentiram a necessidade de tomar posse da nova terra. Aconselhado, D. João III decidiu dividir a colônia, doando-a sob forma de capitanias hereditárias. No território da Bahia foram doadas cinco: Capitania da Bahia de Todos os Santos, a Francisco Pereira Coutinho; de Porto Seguro, a Pero de Campos Tourinho; de Ilhéus, a Jorge de Figueiredo Correia; de Itaparica, ao 1º Conde de Castanheira, Dom Antônio de Athaíde; e a do Recôncavo, a Álvaro da Costa.
    Com a necessidade de se criar um centro político e administrativo capaz de congregar todas as capitanias, foi instituído, em 1549, o governo geral. Assim, em 29 de março, aportou na Baía de Todos- os- Santos o primeiro governador-geral, o fidalgo português Tomé de Sousa. Além de colonos e subalternos da Coroa, Tomé de Sousa conduzia os seis primeiros religiosos da Companhia de Jesus, chefiados pelo padre Manoel da Nobrega.  Logo depois foi criado o primeiro bispado da colônia, ocupado por dom Pero Fernandes Sardinha.
    Em 1553, chega, para substituir Tomé de Sousa, Duarte da Costa. Ele trouxe em sua comitiva mais alguns jesuitas, dentre eles José de Anchieta. Mem de Sá substituiu Duarte da Costa. Seu governo foi marcado pela harmonia com a Igreja, ao contrário do seu antecessor. Até a invasão holandesa, mais 12 portugueses governaram o Brasil, cuja sede era a Bahia.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Abertura dos portos

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Pressionados pela França e Inglaterra, que brigavam entre si e disputavam o apoio de Portugal, o príncipe regente D. João transferiu a sede do governo lusitano para o Brasil. Em 22 de janeiro de 1808, D. João desembarcava na Bahia com a família real, depois de uma tempestade que obrigou parte da esquadra a desviar sua rota original. Junto com as comemorações da cidade para homenagear a família real, homens de comércio e senhores de engenho solicitaram do então príncipe regente a abertura do porto da Bahia para a entrada de navios de outras nações. Ainda na Bahia, D. João, atendendo ao pedido do médico José Correia Picanço, concordou com a criação de uma Escola de Cirurgia, que originou a famosa Faculdade de Medicina da Bahia.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

História da Bahia.

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A história da Bahia se confunde com a própria história do país. Em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, no ano de 1500, o Brasil foi descoberto com a chegada dos portugueses e a celebração da primeira missa, em Coroa Vermelha, por frei Henrique Soares de Coimbra. Nesses cinco séculos de muitas histórias, a Bahia foi palco de invasões, como a Holandesa, das guerras pela Independência, e de conflitos e revoltas, como a Sabinada e a dos Malês.
No século XVI, a Bahia foi movida pela economia do pau-brasil e da cana-de-açúcar, seguida pelo ciclo do ouro e do diamante. A fase áurea da cana-de-açúcar, inclusive, proporcionou o surgimento da nobreza colonial, provocando um aumento populacional e também financeiro, principalmente na capital, o que pode ser comprovado pelas construções das principais igrejas da cidade, como a de São Francisco, a igreja de ouro, a venerável Ordem Terceira de São Francisco, com fachada em barroco espanhol, e a Catedral Basílica, onde está o túmulo de Mem de Sá, o terceiro governador-geral do Brasil, e a cela onde morreu o padre Antônio Vieira.

domingo, 15 de junho de 2014

Curtas e venenosas: ecumênica, Record bota ialorixá mãe Rita Batista do Gantois no ar

Curtas e venenosas: ecumênica, Record bota ialorixá mãe Rita Batista do Gantois no ar
Gosto quando vejo que nosso povo está evoluindo. Esse lance de intolerância religiosa não está com nada e a Rede Record mostrou isso colocando a ialorixá mãe Rita Batista do Gantois no ar. Depois disso, não duvido de mais nada. Falando na TV do Bispo Macedão, tenho que falar: vi um obreiro da Universal, um tal de Fernando Brosler, que faz bico na Record, comendo feito um touro em um evento da Petrobras. O crente tava a cara de Quico, do seriado Chaves. Se engordar um pouco mais vou chama-lo de Nhonho, pois será mais adequado. Aliás, no evento em que a Petrobras detalhou os investimentos para o São João deu de tudo: Andrezão ganhando uma ponta como mestre de cerimônia, Léo Macedo com medo da invasão do axé, pagode e sertanejo nas festas juninas e Adelmario Coelho e Targino Gondim alegres, pois perderam a boquinha da Bahiatursa, mas sobrou o bom e velho Darcles para salvá-los.

sábado, 14 de junho de 2014

PSDB lança Aécio Neves à presidência

Cenário eleitoral começa a se definir. Nas próximas semanas o PT deve homologar Dilma Roussef e o PSB, Eduardo Campos para uma disputa que promete ser acirrada!

















Na convenção nacional do partido, que reuniu milhares de militante de todo o país hoje, sábado 14, em São Paulo, o PSDB homologou o senador Aécio Neves como candidato ao Planalto.
Ainda não está definido o vice na chapa do tucano.
Aécio deve ter como principais adversários Dilma Roussef, que tenta a reeleição pelo PT e deve ser homologada candidata no próximo dia 21; e o ex governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que deve ser confirmado pelo PSB no dia 29. Uma disputa que promete ser acirrada e só definida no segundo turno. Segundo a última pesquisa de intenção de votos, divulgada hoje pelo Instituto Sensus, Dilma continua com tendência de queda e está com 32% das intenções da voto - Aécio Neves 21% e Campos 7%.

Na convenção do PSDB que homologou Aécio, várias lideranças tucana se pronunciaram, destacando a necessidade de mudar o Brasil. José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram enfáticos ao criticar o que chamaram de "incompetência e corrupção do governo do PT".

Prefeitura põe placas e fala que executa obras na avenida Paralela

Prefeitura põe placas e fala que executa obras na avenida Paralela
Causou estranheza a quem circula na Av. Paralela, as enormes placas que foram colocadas nos dois sentidos pela prefeitura de Salvador fazendo referência a intervenções na referida via. As placas não esclarecem que obra será realizada, nem os prazos e nem tão pouco o valor dos recursos. Aos mais desavisados ficou latente que a prefeitura queria assumir a paternidade das obras de mobilidade urbana que estão sendo realizadas pelo Governo do Estado, como o Complexo de Viadutos do Imbui, o viaduto de Narandiba, que foi inaugurado esta semana pelo governador Jaques Wagner, ou até se apoderar dos créditos face as intervenções decorrentes dos corredores transversais. Para os mais críticos as placas podem parecer que se referem finalmente à conclusão do recapeamento asfaltico que a prefeitura deixou inacabado por grande parte da Paralela.  De acordo com o vereador José Trindade (PSL) “colocar placas ao léu para pegar carona nas obras do Estado não me parece ser a posição mais correta a ser adotada pela prefeitura de Salvador”.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PSDB define 14 de junho como data da convenção para oficializar Aécio

O senador Aécio Neves em encontro com representantes de diretórios regionais do PSDB, em Brasília (Foto: Priscilla Mendes / G1)O senador Aécio Neves concede entrevista durante
encontro com representantes de diretórios regionais
do PSDB, em Brasília (Foto: Priscilla Mendes / G1)
O PSDB marcou para 14 de junho, em São Paulo, a convenção nacional que deverá oficializar a candidatura do senador Aécio Neves (MG) à Presidência da República.
A decisão foi anunciada nesta terça-feira (22), em Brasília, durante encontro de representantes dos 27 diretórios regionais do partido.
"Definimos pela data de 14 de junho, a partir das 10h, [para] a convenção nacional do PSDB que vai definir a candidatura oficial do partido. É uma decisão consensual do partido e uma homenagem ao governador Alckmin e à importância de São Paulo para a configuração política", disse Aécio.

Além de marcar a data da convenção, o encontro do partido nesta terça em Brasília serviu para discutir em quais estados o PSDB lançará candidatos próprios aos governos locais e onde dará apoio a outros partidos, lançando candidatos a vice-governador ou senador. As chapas só serão oficializadas em junho, quando os partidos realizam convenções para registrar as candidaturas.
O nome do pré-candidato a vice-presidente ainda não foi definido. O senador mineiro afirmou não ter "pressa" para a definição.

"Temos até o tempo da convenção, temos muitos nomes muito qualificados. Todos estão colocando o interesse da candidatura como a questão mais relevante. Não estão exigindo. Expectativas podem existir, mas todos que conversam comigo falam: 'resolva da forma que garanta a vitória'. (...) Não tenho pressa para resolver isso, vamos permitir que essa decisão seja natural. As decisões naturais trazem melhores resultados", disse Aécio.

Questionado sobre as demais pré-candidaturas que contam com mulheres, o senador afirmou que, se uma mulher for a pré-candidata do partido à vice-presidência, será "mais agradável".

"Não farei uma campanha centrada nessa questão de gênero. Nós temos que ter é propostas para as mulheres. Se puder ser uma mulher, tudo bem, ficará até mais agradável o convívio, mas não coloco essa questão do gênero como central", disse.

Segundo o senador, "não há nenhum partido que tenha hoje palanque tão expressivo como o PSDB. Temos candidaturas expressivas em 80% dos estados", disse.
O PSDB divulgou carta na qual manifestou apoio à pré-candidatura de Aécio Neves. O documento informou que representantes de todas as direções estaduais da legenda manifestaram "unanimemente confiança na liderança" do tucano.

"Propomos que a Comissão Executiva Nacional o submeta à convenção nacional, como nosso candidato à Presidência da República", diz o documento.
"Houve uma indicação do meu nome. Essa é e deverá ser sempre uma construção coletiva em favor do Brasil e do partido e não me faltará determinação e coragem para apresentar uma  agenda nova aos brasileiros, em que ética e coerência podem caminhar junto", afirmou Aécio.
Alianças regionais
No evento, o partido confirmou que o ex-senador Tasso Jereissati será candidato ao Senado pelo Ceará, onde os tucanos apoiarão Roberto Pessoa (PR) na disputa pelo governo estadual.
Segundo Aécio Neves, o Rio de Janeiro é um dos estados onde a aliança tucana ainda não está definida. A jornalistas, Aécio afirmou que as conversas com o ex-prefeito César Maia (DEM) têm sido "extremamente maduras".

"Vamos retomar as conversas com o Cesar [Maia] para encontrar um palanque que seja positivo para o cenário nacional e garanta manutenção ou ampliação das nossas bancadas na Assembleia", disse Aécio.

No Rio Grande do Sul, afirmou o tucano, está "adiantada" possível aliança com a senadora Ana Amélia (PP), que concorrerá ao governo.
Fotos da Convenção Passada: